sábado, 15 de novembro de 2014

Great Invisible, 4 anos do vazamento da Deepwater Horizon



Há 4 anos, um dos maiores vazamentos de petróleo da história ocorreu no Golfo do México em plataforma de petróleo offshore. O tempo passou e o assunto foi esquecido pelo público, então veja abaixo como está a situação hoje no local, se realmente existem programas de compensação ambiental que justifiquem o estrago e, igualmente importante, que os acionistas das empresas responsáveis não perderam 1 centavo.

O trailer oficial e entrevista com diretora seguem abaixo, mas no youtube encontram-se links não oficiais com a versão completa.









Fonte de consulta: http://www.takepart.com/great-invisible



Mais informação:
Além do pré-sal
Vazamento de óleo no Golfo do México
Exxon Mobile sozinha polui mais do que muitos países
Como funciona um programa de compensação ambiental
Para entender o vazamento da Chevron no Rio de Janeiro
O mito da autossuficiência em petróleo: No país do pré-sal, a gasolina mais cara do mundo
A crise climática do século 21 foi causada por apenas 90 empresas (incluindo a Petrobrás)?
Lataria e um caminho sem volta: Projeto do pré-sal brasileiro está entre os dez mais 'sujos' do mundo
BP controla o vazamento de petróleo no Golfo do México e os vídeos da Fundação Cousteau no local
A Transocean, empresa proprietária da plataforma petrolífera que explodiu e originou uma maré negra no Golfo do México no ano passado, decidiu recompensar os seus dirigentes com aumentos salariais e prêmios, depois de considerar 2010 o seu “melhor ano” em questões de segurança.

sábado, 18 de outubro de 2014

2 anos sem forno e fogão




Agora, estou seguindo uma dieta muito rigorosa e morando de novo em apartamento, mas até uns 3 meses atrás, morei por quase 2 anos numa espécie de casa de vila, onde o gás era a botijão. Tive medo e nunca instalei, afinal, sabia que me mudaria de lá ao final do contrato de aluguel. No início, fiquei um pouco perdida, mas lembrei de um livro de Sonia Hirsch onde ela conta que uma sobrinha, quando estudando em Israel, teve que morar num estúdio mínimo com uma cozinha idem, onde só cabia um fogareiro de uma boca e que essa moça se virara bem. Não lembro exatamente em qual dos muitos livros da Sonia essa história aparece, mas o que chamou minha atenção foi a dieta, ela deixava uma panela de arroz integral com qualquer tipo de feijão cozinhando a manhã toda em potência baixa, juntava algum tipo de vegetal ao preparo, como repolho, pimentão, alho poró, etc. Voltava da aula, almoçava os cereais cozidos lentamente e à noite, se virava com saladas, pão integral, queijo de cabra, frutas, um e outro chocolatinho...
Então, foram 2 anos cozinhando em panela elétrica, grill, sanduicheira e até fervendo a água do missoshiro na cafeteira. Tudo elétrico. Quando faltava luz, o que foi raro, fiquei a fruta com iogurte natural caseiro de leite orgânico em fermentação natural, salada e pão integral com os queijinhos orgânicos da geladeira (apagada, é claro). O teflon, como o alumínio, não é a melhor opção para cozinhar nada, os links sobre ele vêm abaixo. Mas eu prefiro, ainda que sem as minhas panelas de barro, comer a minha comida (orgânica, integral e feita com algum critério em azeite de oliva extravirgem orgânico) a qualquer outra opção, até porque, na maior parte do tempo e sem uma boa marmita, a gente não tem escapatória. Na verdade, por força do trabalho e anteriormente da faculdade, comi grande parte da minha vida em bandejão e restaurantes a quilo, o que me deu disciplina e boa vontade para sempre contornar quaisquer limitações.
Você pode comer bem sempre, tendo ou não uma super cozinha, sem precisar de microondas e congelados caríssimos.


Dicas de quem sobreviveu bem: 
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O trio ternura: cheiro verde e quaisquer outras ervas picadinhas sempre a postos na porta da geladeira. Para colocar em tudo, hortelã vai até nas frutas e sobremesas. Estraga rápido, o que te obriga a usar. Compre na feira orgânica, deixe de molho em água com vinagre, escorra e armazene o mais seco possível. Aguenta 1 semana.
O manjericão de sempre vira pesto e aparece mais abaixo em várias receitas.






Suco verde, estraga rápido e, por ser geralmente orgânico, você morre de pena de deixar de lado para pedir pizza. Então, acaba tomando e a pizza só é comida na rua com os amigos, muito raramente. Melhor assim.













Iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural, alimenta, sustenta e complementa pratos doces e salgados, até comprados na rua, fazendo as vezes de coalhada seca. Com 1 colher de sopa de mostarda l´ancienne é dos melhores molhos para salada verde.
Na foto  acima com caqui, abacaxi e manga, na foto abaixo, incrementando um kibe de forno comprado no restaurante árabe do Largo do Machado. Acompanha refresco da compota de goiaba diluído em muita água. A receita dela vem abaixo em banana. É uma boa manter essas frutas cozidas como base de refresco, não estraga e rende muito mais do que o suco, é como ter um xarope sem açúcar na geladeira para de vez em quando. O ideal é não beber nada durante as refeições e, se beber, que seja água. Mas no calor, não é fácil encarar qualquer comida.



Fazendo Iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural, passo a passo no link. E é muito mais fácil do que picar e higienizar as frutas da saladinha de caqui acima. Paninhos lindos em croché feitos pela Mafê Senger.




















Os rangos:

Gazpacho Andaluz, é claro. Minha obsessão.




Açorda alentejana com batata baroa previamente cozidaA receita da açorda está linkada, essa ficou mais gostosa porque levou batata baroa amassada. Com pão do Bento caseiro 100% integral  e manteiga orgânica.








Sopa fria de kefir e pepino orgânicos. Não precisa de mais nada, nem sal e azeite.














Saladas: lindas, frescas, orgânicas, variadas e maravilhosas.
Em sentido horário, capim limão e hortelã, chicória frisée, manjericão, espinafre, couve e rúcula. Mangas, bananas, limão galego e gengibre orgânicos.









Almoço rápido: pão do Bento caseiro 100% integral , manteiga orgânica,  presunto cru caseiro de D. Maria, salada verde mista orgânica e limonada de galego orgânico.




Salada verde orgânica com azeitonas, grão de bico cozido al dente com pesto caseiro tradicional de manjericão (em agrião também é delicioso) e pão do Bento caseiro 100% integral.



Mix de saladas com pão do Bento caseiro 100% integral: Raita de tomates orgânicos em iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural, cogumelos no vinagrete de cebola, salada de grão de bico com pesto caseiro tradicional de manjericão (em azeitonas também é delicioso) e castanhas de caju muito crocantes.
Para humilhar: junte Guacamole







Almeirão roxo, na salada com radicio ou refogado num fio de azeite "à mineira". Para outros vegetais improváveis à mineira, as fotos estão todas na postagem da Feira de Orgânicos do Flamengo, quando eu morava no bairro.





Salada de radicio com rúcula e cheiro verde orgânicos, pura ou em Sanduíche crocante de salada fresca com a salada de grão de bico cozido al dente com pesto caseiro tradicional de manjericão (em coentro também é delicioso).
Outros molhos bons: maionese de cenoura ou inhame





Preparando o grão de bico na panela elétrica. Da mesma maneira adotada nas minhas panelas de barro. Deixe de molho de um dia para o outro com um pouco de kefir de água ou limão. Escorra e leve a ferver. Ferveu, apague o fogo (ou tire da tomada, se for elétrica) e escorra. Despreze essa primeira água cheia de gases, que, se não forem pelo ralo, vão para a sua barriga.
Leve a ferver de novo em água limpa com cravo, louro, folhas de algas marinhas, etc.























Fervido, com água evaporada naturalmente e ponto al dente. Reaproveite a folha de algas marinhas em refogados.





Ovos caipiras mexidos com tudo, nas fotos: bacalhau com alho e pimenta calabresa, frango defumado com cebola orgânica e açafrão da terra orgânico da Cúpula dos Povos da Rio+20  ou ramas de cenoura orgânica com manteiga orgânica: Não tente fazer omelete, cola no fundo. É o mesmo esquema da Couve chinesa com ovos sautée.






Ceviche de tudo e caviar doméstico em ovas de tainha, anchova e até sardinha norueguesa. Reaproveite o sal para preparo de feijão. Já faço com sal grosso porque é mais fácil de coar.










Falafel de qualquer feijão, que eu não frito em bolinhos, mas formo hambúrgueres e grelho num fio de azeite na sanduicheira. Os da foto, em grão de bico, levam também cenoura, alho, todos os verdes possíveis e claro, sal, pimenta, cominho, gengibre...






Entre 2 sardinhas frescas temperadas com limão



Curry com pimenta calabresa e açafrão da terra orgânico da Cúpula dos Povos da Rio+20 de frango orgânico em leite de coco, cebola orgânica e a base que você escolher. Na foto, é o Requeijão caseiro tipo catupiri de D.Maria , mas poderia ser o iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural ou qualquer creme de raízes (aipim, inhame, batata baroa, abóbora). E o frango pode ser trocado por cogumelos. Cozinha tudo junto, sem preparação. Acompanha bolachas de arroz macrobióticas.




Bacalhoada de batata doce com cebola, ervas finas, pimenta rosa e alecrim fresco. Tudo orgânico, exceto o bacalhau, que era em lascas - os restos das postas.









Cuscuz marroquino














A excentricidade, arraia cozida com batata cenoura orgânica como moqueca. É bom, mas não fica bonito. Não fotografei depois de pronto. Batata cenoura é difícil de encontrar até nas feiras orgânicas, lembra um cruzamento da batata doce com a cenoura. Arraia é muito barato - esse pedação, que mais lembra uma barbatana de tubarão branco, custou R$3,00. Na panela elétrica simples, é claro. E não coma barbatana de tubarão.







E não é que a panela elétrica também fez arroz!


Mania minha de muitos anos, armazeno meu arroz integral cateto vermelho biodinâmico comprado a granel  com quinoa. Como não suporto o gosto e até o cheiro da quinoa, cozinhando junto do arroz, o sabor e aroma dela desaparecem - foi a minha saída quando fiz a dieta vegana orgânica, integral e sugar free, que curou meus ovários policísticos. Se não guardar na geladeira, deixe um ramo de louro para não dar bicho.


Arroz integral cateto vermelho biodinâmico comprado a granel (com quinoa), grão de bico al dente e couve. Cozinhei o arroz normalmente com o grão de bico, que já estava cozido. Temperei com o sal grosso do caviar doméstico e pimenta fresca. Juntei ervas finas depois e a sala toda ficou cheirando.





















A couve só entra depois de pronto para não escurecer, o próprio calor do arroz já a deixa tenrinha. Um fio de azeite extra virgem por cima.












No dia seguinte: salada fria de arroz com grão de bico, couve, frango orgânico previamente cozido e desfiado e os verdinhos da porta da geladeira em profusão.






Arroz à moda da roça. O mesmo arroz integral catete vermelho biodinâmico comprado a granel (enriquecido com quinoa) faz a receita da comida mineira que nos mata de prazer em arroz branco.

Linguiças caseiras de D. Maria refogadas em muita cebola orgânica. Reserve.



Na panela ainda engordurada, acomode a batata doce orgânica inteira (eu cortei a base para facilitar).



Arrume nas laterais as linguiças, o arroz cru, mais cebola crua e tempere a gosto.



Cubra com o dobro da quantidade de água usada normalmente para fazer o arroz. Para cada xícara de arroz, use 4 de água, a batata vai absorver tudo.



Não mexa e deixe cozinhar assim mesmo. Há quem vire a batata no meio da coisa, eu não tomo nem conhecimento. O vapor faz o trabalho. Sirva com um fio de azeite por cima!







Você também pode fazer de modo mais simples, sem refogar a linguiça e cozinhando tudo junto com a batata e a linguiça já picadinhas. Mas não chega aos pés. As fotos abaixo não me deixam mentir.
Acompanhado do restinho da farofa de pequi do Cerrado, comprada na Cúpula dos Povos da Rio+20 (enriquecida com cenoura crua ralada). Para beber, kefir de água com limão.

























Arroz de lentilhas. O mesmo arroz integral catete vermelho biodinâmico comprado a granel (enriquecido com quinoa), lentilhas, cebola orgânica e a folha de algas marinhas. Cozido simples, sem muitos temperos. Trocando a lentilha por feijão de corda, vira Baião de Dois.
Para cobrir com fiozinho de azeite e comer com as saladas verdes.








Nos primeiros dias, quando nem panela elétrica havia:

Melhorando um frango de padaria:



Sanduíche de frango no pão francês integral, com molho de mostarda l´ancienne sem açúcar, a raspa da geleia de hibiscus do Cerrado, comprada na Cúpula dos Povos da Rio+20 e os verdes da porta da geladeira em profusão. Acompanhado de suco de maracujá com couve orgânica.



Desfiadinho na farofa, com salada de azedinha orgânica e pimenta biquinho



Melhorando a pizza de berinjela em massa fininha de forno a lenha e o salpicão do supermercado:



A pizza levou pesto caseiro tradicional de manjericão (em tomate seco também é delicioso), pimenta biquinho, azeitonas e um pouco dos queijos de D. MariaAcompanhou a salada de azedinha e rúcula orgânicas.


Melhorando o salpicão do supermercado. Com todos os verdinhos da porta da geladeira, muita cebola e cenoura crua orgânicas, muito azeite também orgânico, algumas azeitonas e passas orgânicas. Não precisa de mais maionese. Junte maçã se gostar.






As sobremesas: 

Banana assada na sanduicheira, não tem coisa mais simples. Polvilhe canela da China, junte castanhas de caju, coco ralado... Outras frutas possíveis na grelha: pêssego, nectarina, maçã, abacaxi, figo, carambola...



Doce de banana simples, receita que aprendi com Sônia Hirsch em seus livros e também citada no Sugar Blues. Normalmente faz-se na panela de pressão, fiz na panela elétrica comum e deu certo também. Receita: banana, água para cobrir, paus de canela da China e cravos inteiros, 1 pitada de sal para puxar a frutose. Com frutas secas, como damasco e figo, vira geleia. Com outras frutas também polpudas, como maçã, manga, mamão, abacaxi, pêssego, nectarina, caqui e goiaba, vira compota sem açúcar. Para fazer xarope, bata a compota no liquidificador com muita água e congele, dilua em mais água quando for beber. Fermente em kefir para um refrigerante caseiro e sem sacarose alguma.

Antes

Depois 


Doce de banana cremoso na panela elétrica. Muito simples, basta cozinhar as bananas com o que você tiver disponível. Na foto com: leite de coco caseiro, rapadura, amêndoas, nozes, tahine, manteiga orgânica, cravo, canela da China e mais coco ralado e passinhas orgânicas. Feche a panela e deixe até ficar do seu gosto. Com maçã, batata doce e abóbora também é gostoso.























Sorvete de mamão com maracujá (ou abacaxi ou amoras). Bata um grande mamão vermelho com uns 200ml de sumo de maracujá e digamos umas 2 colheres de sopa de melado. Vai ficar bem grosso, quase uma papa. Congele e veja como ele fica no dia seguinte!
Nunca fiz com caqui, mas imagino que atinja o mesmo ponto. Abacate também dá o maior pé! Banana e manga, se picados e congelados previamente, rendem ótimos sorvetes também. 


Sorvete de cupuaçu da roça em base de inhame orgânico da feirinha. Eu tomei um sorvete de juçaí (o açaí da palmeira juçara da Mata Atlântica) na Rio+20, ele aparece aqui no blog até, era divino e basicamente só levava a polpa do juçaí e um pouco de mel silvestre orgânico. O cozinheiro me deu o segredo: ele colocava 1 inhame cozido para cada litro do juçaí. Mas ele tinha uma incrível sorveteira industrial do tamanho de uma máquina de lavar roupa, imensa e com capacidades hipercongelantes, que eu não tenho. Então, quando eu consegui a polpa de cupuaçu abaixo, bem pedaçuda, decidi aumentar a quantidade de inhame e deu certo!
Medidas aproximadas: 2kgs de polpa de cupuaçu (da pedaçuda, a líquida só presta para suco, essa polpa aparece aqui em 2 postagens, a do Cupuaçu e a das Compras Orgânicas da Tijuca), 1kg de inhame cozido, 1/2kg de melado de cana, 200ml de água, cardamomo a gosto. Outras frutas possíveis: graviola, bacuri, taperebá, açaí, grumixama e todas as frutas de polpa grossa e sabor pronunciado.







No dia seguinte!



Pavê integral de castanha do Pará com iogurte orgânico caseiro de fermentação natural. Essa receita é muito antiga aqui no blog e eu mesma nunca havia fotografado o feitio. Eu faço adaptando, o que as fotos abaixo explicam melhor. É simples, levinha e deliciosa. Boa para fazer de véspera e deixar no congelador. Sem fogão, comprei os cookies e geleias prontos, orgânicos no caso dos cookies e sem nenhum aditivo no caso das geleias. Juntei castanhas orgânicas na base, cobri com melado e fiz o acabamento do creme em iogurte caseiro orgânico também.
Mas você encontra dezenas de receitas de geleias caseiras, bolos e afins em rapadura e melado, a ferramenta de busca te ajuda.



A base do pavê em biscoito integral orgânico e castanhas orgânicas triturados na colherada, polvilhe canela para dar um toque quente.



Cubra com a geleia do sabor escolhido.



Adicione um fio de melado de cana se não usar geleias caseiras em rapadura:



Cubra tudo com o iogurte caseiro de fermentação natural (decorei com manga fatiada) e leve a gelar.




O iogurte endurece e o biscoito vai ficar muito molhadinho!




Fazendo na geleia de laranja (gostei mais, prefiro tudo que é cítrico):



Decorei com canela da China, combinou também. Da próxima vez, faço adicionando umas frutas frescas entre a geleia e o iogurte, vai combinar também, a manga ficou especial.




Torta mousse de damasco crua. É uma adaptação de outras receitas, usei a massa da torta crua de tâmaras com castanha do Pará, cobri com uma geleia de damasco crua e levei a gelar. Bom e muito levinho. Na foto com coco ralado grosso.






















Lanches, visitas esperadas e inesperadas:



O lanche favorito de minha falecida avó portuguesa, 1 fatia de queijo entre a banana. O queijo é da canastra, a banana orgânica e a canela da China foi ideia minha. Dizia minha avó que esse lanche era bom para comer no meio da tarde, quando batia a fominha antes do jantar. Defendia que alimentava, mas não engordava como pão, biscoito, doces e outros beliscos.








Um dos meus lanches favoritos, saladinha de caqui orgânico da feira do bairro com queijo de Minas orgânico do supermercado.

















Sacanagem, foi moda nos anos 70 e o nome é esse mesmo. Com tâmaras e azeitonas compradas a granel e os queijos de D.Maria. Chame de espetinho ou stick se preferir.






Requeijão caseiro tipo catupiri de D.Maria com pesto caseiro tradicional de manjericão (em agrião também é delicioso) no pão do Bento caseiro 100% integral e um vinhozinho que ninguém é de ferro.












Pamonha salgada. Por salgado, entende-se sem açúcar, não é de sal. Quando encontrar, compre, está cada vez mais difícil, tudo é muito doce hoje em dia. Eu mantinha congelado para poder ferver e comer com melado, huile de noixcanela da China, coco ralado...











Pé de moleque feito 100% na rapadura, comprado na barraca tentação da feira da rua. Os outros doces abaixo são lindos, mas todos açucarados, eu ficava no único de rapadura e não me arrependi, tenho o mesmo hemograma desde a adolescência.
Os pés de moleque são imensos, quebre e sirva com café orgânico com cardamomo e sem adoçar. Combina muito.











Para carregar na bolsa e não comprar porcaria na rua:

Banana Passa, Castanha do Pará e, a delícia das delícias, amêndoas obtidas pela semente do cacau (tem gosto daqueles chocolates 99,9%). Tudo orgânico e sem açúcar.























Algas marinhas secas, um cracker do fundo do mar. Vi que existia em doce e salgado, preocupada com açúcar, só li o rótulo da doce. Não tinha e, como era adoçada em caldo de cana, levei. A versão salgada era açucarada (???). Fica a dica.




Crespinhos de gergelim, girassol e linhaça - como barrinhas de cereal, mas sem cereal. Algumas são em mel outras em melado.



Cookies, frutas secas e castanhas orgânicas em geral. As opções que eu menos curto.



Frutas secas a granel. Essas bolinhas que lembram bolas de volei em miniatura são maçãs desidratadas inteiras! O morango e o kiwi levam açúcar, provei e não comprei mais. Versões de frutas mais polpudas, como mangas, pêssegos, abacaxis, bananas, caquis, figos, damascos e ameixas, geralmente não são açucaradas e valem a pena ter sempre como lanche.





As bebidas:

Águas aromatizadas, leites vegetaischás gelados, refresco de capim limão e claro uma quantidade de vitamina de abacate que teria enchido a piscina olímpica do Júlio De La Mare. 




Smoothie de morango orgânico com mirtilo em água de coco, porque todos amamos as frutas vermelhas





Uvas verdes, rubis e em todas as suas configurações possíveis. Por que? Porque eu adoro. Pena que ainda não exista da orgânica a venda aqui no Rio.









Beterraba com cenoura e gengibre (orgânicos) nas jarrinhas. No jarrão, o restinho do refresco de mamão vermelho com maracujá, que é quase um vício para mim.









Uva verde com mirtilo, ficou escuro, mas bom.








Limonadas de xepa, todas as folhas que não tinham mais serventia, acabaram no liquidificador com muita água e meio limão galego orgânico (que é mais barato nas feiras do que o convencional do mercado)

Limonada suíça de limão galego orgânico com folhas da beterraba orgânica. Cor de açaí e espuma de cerveja preta.






















Limão galego, couve, gengibre e um restinho de cenoura que não deu nem para a salada. Tudo orgânico.


Os caules do morango orgãnico não foram para o lixo e, somados às ramas da cenoura também orgânica, viraram limonada de limão galego com um dedinho de gengibre orgânico.






O que não saiu nas fotos, mas fazia sempre: todos os caldos, especialmente em feijão e abóbora, as sopinhas rehab e uma receita nova ainda não fotografada por falta de tempo, a paleoqueca de banana que vive nas páginas badaladas do Facebook.
Assim: bata 2 bananas com 1 ovo caipira, faça panquecas na chapa. Sem glúten nem lactose. Eu colocava chia, canela e coco ralado. Alguns marombeiros colocam até Whey Protein. Quando voltar a comer normalmente, faço, fotografo e posto.

O que não fiz por puro esquecimento: Cheesecakes crus, patê de fígado, queijos vegetaispanqueca integraltapiocabebidas quentes de inverno (como capuccinos, chocolate quente e afins), Nutella caseira, patês de queijo, creme de espinafre, sorvete semifreddo...

O que não deu para fazer: pães de raízes, pizzas, pão de queijo, tortillas, milanesassouflée de milho com queijo de cabra, e os bolos integrais e de chocolate.

O forno solar que não aparece nessa postagem, mas rendeu umas brincadeiras na primeira semana: Comendo a ração que vende - parte 04: forno solar




Todas as fotos são minhas e relacionam-se às comidas mencionadas nas respectivas receitas descritas ou linkadas à postagens anteriores daqui do blog. À exceção da primeira e da última, foram todas feitas na minha casa antiga, de sala branca e cozinha bege - a casa nova é exatamente o oposto.
Abaixo, meu café da manhã favorito aos domingos, em pé na feira, com tapioca de banana com coco, bolo de milho verde ralado, café preto e o suco de caju vermelho fresquinho.







Mais informação:
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Resgatando a ágata
Encarando o bandejão
As frutas que ninguém come mais
Panela velha é que faz comida boa
Orgânicos podem ser mais baratos
Comprando orgânico, justo e local na Tijuca
Hortaliças em extinção por causa das “tentações vindas da cidade”